Futuro da Copergás é debatido na Assembleia

Em 06/11/2017
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A possível privatização da Companhia Pernambucana de Gás, a Copergás, motivou a realização de um Grande Expediente Especial, nessa segunda. A proposta de desestatizar a empresa surgiu após o Governo do Estado assinar um acordo de cooperação técnica com o BNDES, com o objetivo de avaliar a estatal e analisar parcerias com o setor privado. Para o representante do Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba, Thiago Gomes, privatizar a Companhia vai retrair o desenvolvimento de Pernambuco: “A gente vai ter um impacto econômico muito grande para o futuro do nosso Estado. As empresas só se instalam por conta do gás natural. Se não tem a garantia do gás natural, as indústrias não se instalam, a gente não tem emprego e a economia não gira.”

A Copergás é uma empresa de economia mista. Isso quer dizer que a maior parte das ações pertencem ao Governo de Pernambuco. A estatal possui, atualmente, mais de 30 mil clientes e distribui gás para o segmento industrial e automotivo, residencial, comercial e termoelétrico, entre outros. O assessor da empresa, Marcelo Barradas Carneiro, declarou que privatizar a Copergás não é um assunto debatido no cotidiano da Companhia: “O assunto ‘privatização’ não é um assunto que está na nossa agenda no dia-a-dia. Não é um assunto que se discute na Copergás. Cabe, sim, à diretoria – lembrando que na Copergás, somos três sócios: temos o Governo do Estado e dois privados. No nosso dia-a-dia, isso não é agenda.”

O deputado Sílvio Costa Filho, do PRB, líder da Oposição, ressaltou o crescimento da Copergás. De acordo com ele, o rendimento líquido da empresa cresceu de 22 milhões para mais de 70 milhões de reais nos últimos cinco anos. Costa Filho reforçou que qualquer tentativa de privatizar a Copergás deve passar por uma consulta pública. O líder da bancada governista, Isaltino Nascimento, do PSB, afirmou que o Estado pretende continuar investindo na Companhia. A deputada Teresa Leitão, do PT, que presidiu os trabalhos, avaliou o debate: “Nós esperamos conduzir essa discussão para manter a Copergás do tamanho que ela é, do ponto de vista da estrutura e do modelo. Que essa reestruturação que foi encomendada a uma consultoria, ao mesmo tempo que essa gestão de ativos que está sendo feita pelo BNDES, seja feita para melhorar a empresa, e não para privatizá-la.”

O debate sobre o futuro da Copergás ainda contou com a participação dos deputados Edilson Silva, do PSOL, Rodrigo Novaes, do PSD, Aluísio Lessa, do PSB, e Terezinha Nunes, do PSDB. Todos se colocaram contra uma possível privatização da empresa.